Em 2026, está previsto um marco histórico na exploração espacial: uma missão tripulada que levará quatro astronautas em um voo de dez dias ao redor da Lua. Será a primeira vez em mais de meio século que humanos realizarão esse tipo de jornada, funcionando como um ensaio geral para futuras expedições que pretendem pousar no solo lunar e, posteriormente, abrir caminho para missões rumo a Marte. O objetivo principal é testar sistemas vitais de suporte à vida, comunicação e navegação em condições reais de voo.

Esse avanço só foi possível graças ao sucesso da missão anterior, realizada em 2022 sem tripulação, que validou o desempenho do foguete de lançamento e da cápsula de transporte. Os testes forneceram dados cruciais sobre radiação, energia e manobras orbitais, garantindo que os equipamentos estivessem prontos para receber astronautas. A tecnologia envolvida é considerada de ponta, com capacidade de enfrentar condições extremas que nenhuma nave comercial atual suportaria, consolidando a preparação para missões de longa duração fora da órbita terrestre.

Além do aspecto científico, o projeto tem forte impacto econômico e estratégico. Empresas privadas e agências internacionais estão diretamente envolvidas, desenvolvendo módulos de pouso, foguetes e sistemas de apoio. Estima-se que o programa já tenha movimentado dezenas de bilhões de dólares e sustentado centenas de milhares de empregos, demonstrando que a exploração lunar deixou de ser apenas uma questão geopolítica e passou a representar inovação, ciência e negócios. Se bem-sucedida, essa missão marcará o início de uma nova era de presença humana na Lua e servirá como plataforma para alcançar Marte.