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Com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro se aproximando, ministros do Supremo Tribunal Federal têm discutido onde ele poderia cumprir pena caso seja condenado por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. A possibilidade de detenção em instalações militares foi praticamente descartada, por receio de reações de apoiadores em locais como o QG do Exército, cenário que remete aos acampamentos de 2022.
Opções em análise
Duas alternativas estão sendo consideradas nos bastidores:
- Uma cela especial no Centro Penitenciário da Papuda, em Brasília.
- Uma sala reservada na sede da Polícia Federal no Distrito Federal, já preparada para uma eventual prisão preventiva.
A PF montou uma estrutura semelhante à que abrigou o presidente Lula em Curitiba, com cama, banheiro, mesa e televisão.
Condições de saúde e precedentes
Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar, tem enfrentado problemas de saúde como crises de soluço, infecções pulmonares e gastrite. Esses fatores podem influenciar na decisão final sobre o local de cumprimento da pena. O caso de Fernando Collor é citado como precedente: após ser preso, ele foi transferido para prisão domiciliar por questões médicas.
Papuda superlotada
De acordo com informações da folha, apesar de ser uma das opções, a Papuda enfrenta uma crise de superlotação. Relatórios apontam celas com capacidade para oito pessoas abrigando até 25, em condições insalubres.
Impacto nas Forças Armadas
O julgamento também afeta diretamente o Exército, já que seis dos oito réus são militares. Caso condenados a mais de dois anos, podem perder seus postos e o direito à prisão especial. O comandante do Exército tem acompanhado de perto os desdobramentos junto ao ministro Alexandre de Moraes.
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