Um novo passo rumo à transformação digital da indústria potiguar foi dado com o lançamento do Movimento IA, startup fruto da parceria entre a Faceponto e a Escola de Leads. O projeto foi apresentado na última semana, na Casa da Indústria, durante o encontro Movimento IA – Inteligência Artificial na Indústria, que reuniu empresários, gestores e representantes do setor produtivo, além de instituições como SESI, SENAI, IEL e FIERN.

O propósito central da iniciativa é criar uma cultura de inteligência artificial dentro da indústria, democratizando o acesso à tecnologia e capacitando desde grandes companhias até pequenas e médias empresas. A proposta inclui a formação de líderes e colaboradores preparados para um futuro cada vez mais digital.

Segundo Cássio Leandro, CEO da Faceponto e co-fundador da nova startup, o Movimento IA é um programa que vai além da tecnologia: "O Movimento IA se propõe a educar, implantar e levar a inteligência artificial para empresas, cidades e jovens. Nesse primeiro evento, mostramos o IA Cidades, em que buscamos jovens aprendizes nas empresas e oferecemos capacitações em IA para que gerem soluções para órgãos públicos ou para as próprias instituições em que atuam. A ideia é formar talentos capazes de transformar realidades locais por meio da inovação", explicou.

A Faceponto atua no setor de gestão de Recursos Humanos, oferecendo soluções completas para controle de jornada, supervisão de atividades, saúde e segurança do trabalho. 

Já a Escola de Leads é especializada em impulsionar empreendedores por meio da transformação digital e da inteligência artificial. Durante o encontro, o CEO da Escola de Leads, e da Movimento IA, Alberto Kastro, defendeu que a tecnologia não deve ser vista como ameaça, mas como ferramenta de reorganização produtiva:"A inteligência artificial não substitui pessoas, mas transforma a forma como usamos nosso tempo e energia. Ela libera espaço para o que temos de mais humano: a criatividade e a estratégia", destacou.

Além da apresentação da startup, o evento contou com cases reais de aplicação de IA em empresas locais e um painel sobre o futuro do trabalho. Nesse painel, o empresário Jonas Alves, fundador da JMT, ressaltou a importância de capacitar jovens aprendizes em inteligência artificial. "Cumprir a lei é apenas o primeiro passo. O que realmente faz diferença é oferecer aos jovens a chance de dominar competências digitais e usar a IA como ferramenta de crescimento." 

O debate também trouxe o exemplo de Victor Ferreira, ex-estagiário que se tornou consultor de IA em apenas quatro anos, reforçando o impacto de investir em talentos desde cedo."O Movimento IA não discute apenas tecnologia, mas o futuro do trabalho", resumiu Cássio Leandro.