Nesta terça-feira (22), cresce a expectativa em Brasília quanto à possível prisão de Jair Bolsonaro por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A causa seria o descumprimento das medidas cautelares impostas pelo Supremo, que incluem o uso de tornozeleira eletrônica, restrições de contato e proibição de comunicação nas redes sociais. Bolsonaro, contudo, deu entrevista após reunião no Congresso e exibiu a tornozeleira, o que reacendeu debates sobre sua postura diante da Justiça e levantou a possibilidade de prisão preventiva.
A fala inesperada do ex-presidente gerou reações imediatas entre aliados e opositores. Líderes do PL se movimentam na capital para acompanhar os desdobramentos, enquanto setores da legenda veem sua eventual saída como uma oportunidade de reorganização da direita para 2026. Já figuras da esquerda, como Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmam que a prisão é necessária para conter o que chamam de campanha coordenada contra as instituições brasileiras.
A decisão judicial também ocorre em meio a tensões internacionais, já que a Polícia Federal aponta que Bolsonaro teria incentivado medidas retaliatórias por parte do governo dos EUA. Com o anúncio de tarifas por Donald Trump contra o Brasil, surgem suspeitas de que o ex-presidente agiu para fomentar críticas ao Judiciário brasileiro, agravando ainda mais seu quadro jurídico e político.
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