No último sábado (28), pelo menos dois banhistas foram atacados por piranhas enquanto se banhavam no Rio Piranhas-Açu, em Assú, na região Oeste do Rio Grande do Norte. Os ataques ocorreram em área rasa, próximo à ponte Felipe Guerra. Um dos feridos, o mecânico Manoel de Melo, relatou que sentiu a mordida no pé direito, m
as não chegou a ver o peixe. Ele contou ainda que outro banhista havia sido atacado minutos antes. Nenhum dos homens procurou atendimento médico após o ocorrido.

Segundo o biólogo Rodrigo Costa Goldbaum, professor da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), esses episódios são comuns nesta época do ano devido ao período reprodutivo das espécies. As piranhas constroem ninhos nas margens dos rios e açudes, protegendo seus ovos e filhotes de forma territorialista. Quando pessoas se aproximam dessas áreas sem saber, acabam sendo mordidas. O especialista também destacou que a retirada da vegetação das margens pode aumentar os encontros entre humanos e os peixes, já que diminui os locais propícios para reprodução.

O professor defende que o poder público realize estudos para identificar as áreas de reprodução e organizar medidas de prevenção, reduzindo os riscos de ataques. A região abriga três espécies nativas de piranhas, e o próprio nome do rio, Piranhas-Açu, remete à abundância desses peixes. A prefeitura de Assú informou que não foi notificada oficialmente sobre os casos recentes, mas registros semelhantes já ocorreram em anos anteriores, reforçando a necessidade de maior atenção e gestão ambiental.