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22 de abril de 2020

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Paciente aguardava vaga em UTI de hospital do AM respirando com saco plástico improvisado

Secretaria de Saúde do Amazonas informou que família do paciente autorizou procedimento e o homem já foi transferido para um hospital.


Paciente com covid-19 respira com ajuda de saco plástico improvisado em hospital do AM

Uma imagem que circulou em redes sociais mostra um paciente inconsciente em uma unidade de Pronto Atendimento, em Manaus. O homem estava com dificuldade para respirar e os médicos tiveram que improvisar um "equipamento": um saco plástico que funcionou como uma câmara de ar para o rapaz. Nesta terça-feira (21), a Secretaria de Estado de Sáude (Susam) informou que 91% dos leitos UTI para pacientes de Covid-19 do Amazonas já estão ocupados. No estado, o número de casos confirmados chegou a 2.270, com 193 mortes no total.

Com dificuldade para respirar, o paciente aguardava que vagas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) fossem disponibilizadas na rede de saúde pública.

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que a família desse paciente autorizou o procedimento do improviso. Eles disseram, ainda, que o paciente já foi transferido para um hospital da rede privada.

Inconsciente, paciente que aguardava vaga em UTI de hospital público do AM respirava com ajuda de saco plástico improvisado por médicos. — Foto: Reprodução/Internet

A reportagem da Rede Amazônica mostra, também, que uma idosa, de 63 anos, morreu no Serviço de Pronto Atendimento do São Raimundo, após quatro dias aguardando uma vaga em UTI. Foi justamente no dia que a justiça determinou que o estado fizesse a transferência da paciente. A família disse que a mulher tinha suspeita de Covid-19. Ela estava inconsciente e respirava com muita dificuldade.

A secretária estadual de saúde, Simone Papaiz, informou em coletiva de imprensa virtual, nesta terça-feira (21), que o Estado busca contratar novos profissionais para aumentar o número de leitos disponíveis do Estado. Segundo ela, a taxa de ocupação de salas rosas, para onde são levados pacientes de Covid-19 que não conseguem leitos nos hospitais, costuma a chegar na totalidade.

“Sala rosa, chegamos a 100%. Varia muito de 95% a 100% de internação, dependendo do dia. Ontem, por exemplo, nós estávamos com 100% de capacidade operacional da sala rosa, no Hospital 28 de Agosto. Os leitos com maior taxa de ocupação são os de UTI. Por isso, estamos nos debruçando na questão de contratação de médicos intensivistas para poder ampliar os leitos de UTI. Este é um de nossos desafios”, disse Simone.

Na maternidade Balbina Mestrinho, em Manaus, uma dona de casa de 27 anos que está em isolamento com sintomas do novo coronavírus denuncia a falta de atenção necessária durante a gravidez. Ela teme perder a vida e a filha.

Na manhã de ontem, terça-feira (21), em entrevista ao G1, a dona de casa Suelen Martins, grávida de seis meses, contou que há seis dias passou mal em casa. Ela teve febre alta e tomou medicação, mas outros sintomas apareceram. Ela então foi até a maternidade, na Zona Sul de Manaus, onde está internada desde então.

Internada há quatro dias na rede pública de saúde do Amazonas, Dona Maria das Graças, de 63 anos de idade, morreu com suspeita de Covid-19 nesta segunda-feira (20). Ela esperava uma transferência de hospital para ter acesso a uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas foi a óbito antes de conseguir. A família denunciou descaso médico no caso. A filha, em entrevista à Rede Amazônica, ao comentar o caso, denunciou descaso de médicos e enfermeiros.

''Foi uma espera angustiante do início ao fim'', comentou.

MPC investiga compras de respiradores para saúde pública do AM

Após denúncias, o Ministério Público de Contas do Amazonas iniciou uma investigação e cobra respostas do governo sobre a compra de 28 respiradores pulmonares para a rede pública de saúde no valor de R$ 2 milhões e 970 mil. O MPC informou que o custo teve uma média de mais de R$ 106 mil por unidade.

Conforme o documento do Gabinete do Procurador Geral de Contas, assinado por João Barroso de Souza, o Governo Federal tem adquirido os mesmos respiradores ao preço unitário de R$ 57.300. O procurador-geral relata que o valor é quase metade do preço dos equipamentos que o Amazonas adquiriu

Na ocasião, o Ministério Público de Contas despachou o documento para o governo e deu o prazo de três dias para que o Estado apresente informações e justificativas sobre o preço da compra dos equipamentos e a escolha da empresa. Se não houverem respostas, cabe ao órgão representação ministerial, sonegação de documentos e multa.

Vai G1 AM 

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