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Editoria

Jogos de azar: Bolsonaro traz (mais) mudanças?

Como falámos aqui em novembro, a MP 846/18 foi mesmo aprovada, resultando na criação de um regime de apostas esportivas que deverá ser regulado pela Fazenda em um prazo máximo de quatro anos. Essa foi uma das primeiras medidas em que se fez sentir o peso político do novo presidente Jair Bolsonaro, que apelou a sua aprovação antes até de tomar posse como presidente. Que mais mudanças favoráveis ao jogo poderá Bolsonaro trazer? 

Aqui no Notícias do RN já sabe que pode contar com nossa informação e intervenção sempre que um determinado tema nacional tenha uma influência direta nas vidas de nossos leitores, e por isso acompanhamos o tema dos jogos (como jogar na Mega Sena, apostas, cassinos, etc.), não só pelo jogo em si mesmo mas pelos vários efeitos econômicos que poderá ter no Rio Grande do Norte. 

PL 186/14 

A propósito disso mesmo, o setor turístico potiguar estará olhando com atenção a forma como o novo presidente está encarando esse tema. As discussões sobre os jogos de azar vêm se focando no projeto de lei 186/14, que previa a criação de grandes cassinos-resort com grande vocação turística, e em número limitado por cada estado. Estados com menos de 15 milhões de habitantes receberiam um cassino; entre 15 e 25 milhões, dois; e os estados com mais de 25 milhões de habitantes poderiam ver nascer três cassinos desse formato, de acordo com o resultado de um concurso público. 

Um cassino em Natal seria visto como um estímulo à economia local ou uma ameaça às famílias? 

Rio de Janeiro parte na ofensiva 

Entretanto, parece que o Rio de Janeiro, o grande polo turístico do Brasil, está se tentando adiantar nesta matéria. Marcelo Crivella, o prefeito da Universal, vem se reunindo com o maior empresário de cassinos de Las Vegas, Sheldon Adelson, faz tempo. E se antes Crivella ainda mantinha alguma discrição sobre as intenções de Adelson, agora ele é bem claro. Pretende negociar diretamente com o empresário americano, criar 50.000 empregos no Rio através de um cassino para combater a pobreza, e até já revelou qual a área do Rio que convenceu Adelson a investir: o Porto Maravilha. 

Alguma mídia aponta que eventuais ligações entre Adelson e a campanha de Bolsonaro (dada a proximidade política entre ambos, e que estaria incentivando a deslocação da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém) poderão facilitar o processo. 

E os outros estados? 

Será isto o fim do PL 186/14? Poderá o presidente Bolsonaro “entregar” o monopólio dos cassinos no Rio a Adelson? Talvez, mas isso seria especulação de nossa parte que não queremos promover. Até porque seria fácil, certamente, para Adelson vencer o concurso e ocupar uma das duas vagas que o PL 186/14 prevê para o Rio. Afinal, seu currículo (cassinos em Las Vegas, Cingapura, etc.) e meios financeiros são imbatíveis, em qualquer concurso legítimo. 

Mas o resto do Brasil também está interessado em ter cassinos geradores de emprego, como o Rio. Aqui no Notícias do RN estaremos atentos a novidades nessa matéria.

Editor

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