A previsão apocalíptica de Isaac Newton

Isaac Newton, lembrado como um dos maiores nomes da ciência, nasceu em 25 de dezembro de 1642 e deixou um legado que revolucionou a física e a matemática com suas teorias sobre gravitação e movimento. Apesar de ser reconhecido principalmente por suas descobertas científicas, Newton também se dedicou intensamente à teologia, acreditando que os textos bíblicos escondiam mensagens codificadas sobre o destino da humanidade.

O lado religioso de Newton

No século XVII, não era incomum que estudiosos transitassem entre ciência e religião. Para Newton, a Bíblia continha pistas que poderiam ser decifradas com o mesmo rigor lógico que aplicava em seus experimentos. Ele produziu diversos escritos interpretando passagens do profeta Daniel e do Apocalipse, convencido de que esses textos revelavam cronologias sobre o fim dos tempos.

Os cálculos sobre o fim do mundo

Entre seus manuscritos, preservados atualmente na Universidade Hebraica de Jerusalém, Newton sugeria que o “juízo final” não aconteceria antes de 2060. Sua interpretação partia da expressão bíblica “um tempo, tempos e metade de um tempo”, que ele traduziu como 1.260 anos. Considerando o início dessa contagem no ano 800 d.C., quando foi fundado o Império Sacro Romano, Newton projetou 2060 como marco inicial de um possível apocalipse.

Além disso, ele também calculou outros intervalos possíveis, apontando datas que variavam entre 2132 e 2374. Para Newton, o fim da humanidade poderia ocorrer em qualquer momento dentro desse período, sem uma data única e definitiva.