
Em meio à crescente tensão com os Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou uma jornada nacional de alistamento voluntário. No sábado (23), centenas de venezuelanos atenderam ao chamado, reunindo-se em praças e quartéis para se integrar às tarefas de segurança.
Maduro afirmou que a iniciativa visa fortalecer a defesa do país diante de ameaças externas. “Convoco todos os milicianos e todo o povo que queira se alistar para dizer ao imperialismo: basta dessas ameaças”, declarou.
A convocação ocorre enquanto três navios de guerra americanos se dirigem ao Caribe, com o objetivo de combater o narcotráfico na região. Embora não haja data confirmada para a chegada das embarcações, há expectativa de que isso aconteça nos próximos dias.
Além disso, os EUA aumentaram para US$ 50 milhões a recompensa pela captura de Maduro, acusado de narcoterrorismo, e apreenderam US$ 700 milhões em bens ligados ao governo venezuelano.
O ministro da Defesa, Vladimiro Padrino, classificou o alistamento como uma ação “popular e voluntária”, em repúdio às “agressões imperialistas”. A Venezuela também proibiu o sobrevoo de drones por um mês e buscou apoio de países da Aliança Bolivariana (Alba), como Cuba e Nicarágua, que condenaram o envio dos navios americanos.
Na quinta-feira, Maduro oficializou a incorporação de 4,5 milhões de milicianos às tarefas de segurança cidadã. Criadas por Hugo Chávez, as milícias são compostas por civis voluntários treinados para atuar junto às Forças Armadas, que atualmente contam com cerca de 200 mil integrantes.
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