Judiciário tem conciliado economia, investimentos e participação na sociedade, diz presidente do TJRN

Ao ser indagado o programa "Jornal 96", da 96FM, sobre a economia que o Tribunal de Justiça tem feito desde 2015, com ajustes em despesas com diárias, pessoal e outros segmentos, o presidente da Corte, desembargador Cláudio Santos (foto) enfatizou que com este esforço, o Poder Judiciário tem aumentado seus investimentos. "Com a economia de R$ 105 milhões desde janeiro do ano passado, avançamos em projetos como os novos fóruns de Parnamirim e Nova Cruz, o primeiro por exemplo será entregue no segundo semestre e contará com área de 6 mil metros quadrados", acrescentou o magistrado em entrevista ao vivo a esta emissora da capital.

Cláudio Santos lembrou que faz um ano e maio que o TJ tem trabalhado para viabilizar o início da construção da nova sede, em terreno doado pela Prefeitura do Natal. "Apesar dos entraves burocráticos, avançamos na concepção do projeto, inclusive no aspecto ambiental, e espero encerrar minha gestão, com a conclusão do projeto estrutural e da licitação, para que nos próximos anos tenhamos esse prédio moderno e adequado para prestar um serviço cada vez melhor à população", frisou o desembargador ao salientar que esta é uma obra de R$ 100 milhões, terá 26 mil metros quadrados de área construída e os recursos para construí-la já estão reservados.

O dirigente do Judiciário do RN falou novamente sobre a transferência de R$ 20 milhões ao governo do Estado para que o Executivo possa construir uma penitenciária. "Tem gente que queria novos fóruns no interior, com ar-condicionado, carros ou construção de novos prédios. Mas me pergunto por que não contribuir com as emergências que preocupam à sociedade potiguar? E neste momento, a prioridade é a Segurança Pública, sobretudo a questão prisional, já que até agora cerca de 200 presos já fugiram do sistema penitenciário", reforçou o magistrado de Segundo Grau.

"O Poder Judiciário não pode ter uma postura passiva, deve ter uma participação efetiva na sociedade, o dinheiro é do povo, precisa participar do dia a dia da população", salientou o desembargador. "Essa transferência não é para o governo, não é para Robinson Faria, não é para ninguém. É para dar uma contribuição à difícil situação prisional do Estado", afirmou. "O Judiciário é integrante do Sistema de Segurança Pública, através de sua Justiça Criminal, pois os juízes da Execução Penal fiscalizam o sistema prisional, o cumprimento e a progressão das penas", acrescenta Cláudio Santos.

Assessoria

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