Em entrevista, João Maia fala sobre Walter Alves, Robinson e sobre a reeleição de Rosalba


Em entrevista a imprensa neste final de semana, o presidente estadual do PR, deputado federal João Maia negou que tenha colocado na pauta de discussões com seus aliados, durante suas visitas aos municípios do Seridó e Oeste qualquer possibilidade de rompimento do PR com o Governo Rosalba Ciarlini. No entanto, João Maia não criticou o fato do PMDB, com quem o PR mantém alianças em vários municípios do RN, ter aberto essa discussão com seus aliados.
Nós não estamos colocando em pauta a discussão do nosso apoio ao Governo Rosalba, porque ele foi criado em cima de uma conversa com o PMDB. Eu não quero colocar essa discussão, e até acho que o PMDB tem suas razoes, mas nas nossas discussões não está essa de se vai sair ou não do governo, e sim o que pensamos para 2014 e qual nosso projeto”, destacou.
 
Na entrevista, o deputado ainda comentou o surgimento de candidaturas ao Governo do Estado como a do vice-governador Robinson e a do deputado estadual Walter Alves; passou também pelas especulações de uma possível candidatura do ex-prefeito caicoense Bibi Costa a deputado federal, e qual seria o entendimento do PR diante de uma possível reeleição da atual governadora Rosalba.
 
Ainda é cedo para destacar que projeto o PR pensa para 2014?
João Maia: Eu acho cedo. Existem pessoas que não acham. Eu sinceramente me dedicaria ao ano de 2013 a promover essa profunda mudança na organização do partido. Você regionalizar decisões de partido é inédito. Você criar um órgão de decisão central que envolve cinqüenta pessoas é inédito. Eu nunca tive muita vocação pra cacique, mas até o final deste ano certamente eu deixarei de ter qualquer coisa que pareça com cacique, porque as decisões serão colegiadas.
 
Como é que o PR está vendo o surgimento de candidaturas ao Governo do Estado, como a do vice-governador Robinson Faria (PSD) e a do deputado estadual Walter Alves (PMDB), mesmo faltando mais de um ano para as eleições?
Nós temos uma convivência muito boa com o PMDB. Eu não sei qual a posição do PMDB. Do mesmo jeito que eu não gosto que alguém venha se meter nas decisões do PR, não me meto nas decisões dos outros partidos. Eu também não concordo com essa antecipação da campanha, e inclusive sou autor de proposta de emenda a Constituição, unificando as eleições. Fazer uma eleição de cinco em cinco anos de vereador a presidente da República, pra que a pessoa ganhe e vá trabalhar sem pensar já nas próximas eleições. Ninguém administra desse jeito. A minha tese é que isso faz mal ao País, encarece as eleições. Eu não concebo que uma eleição que vai acontecer em outubro de 2014, já se discuta quem vai ser o candidato agora.
 
A imprensa tem especulado nos últimos dias uma possível candidatura do ex-prefeito de Caicó, Bibi Costa que é do PR a deputado federal. Como você recebeu essa informação?
Eu recebo com naturalidade, já que a pretensão de ser candidato é legitimo. Não faz parte da nossa proposta de trabalho nem decidir quem é candidato ou quem não é. Como eu não vi nenhuma declaração de Bibi, não sei qual o grau de veracidade dessa informação. Se eu escutar de Bibi poderia até me manifestar sobre isso. Se ele quiser ser candidato a deputado federal tem legitimidade pra ser. Candidato, a gente tem pretensão, tem sonho, e pra você ser candidato precisa querer e ter um partido político. Pra ter os votos, aí é um pouco mais difícil.
 
Apesar de estarmos discutindo nomes para a disputa do Governo, a atual governadora tem direito a disputar sua reeleição, caso queira. Qual o entendimento dessa aliança PR/PMDB diante de uma possível reeleição de Rosalba?
Eu não quero falar pelo PMDB. Eu acho, como cidadão, dirigente partidário e deputado federal que a pretensão da governadora é o que há de mais legitimo. O projeto de reeleição é assim, eu trabalho quatro anos, me coloco a disposição como se fosse um referendo, se você vai continuar seu trabalho ou não. Tem casos excepcionais que as pessoas não concorrem à reeleição, mas é natural que você se submeta a essa julgamento, se o trabalho que foi feito vale a pena continuar ou não, e o povo é soberano para decidir. A não candidatura a reeleição é prova de que você mesmo reconheceu que não conseguiu realizar o que deveria, mas a governadora, assim como qualquer prefeito em primeiro mandato tem o direito legitimo e incontestável de ser candidato a reeleição.
 
As vésperas das eleições para a presidência da Câmara dos Deputados, o PR já decidiu que votará em Henrique Alves. Qual a importância da vitoria de Henrique para o RN?
Eu não tenho dúvida que Henrique ganhará essa eleição e vai ser muito bom para o Rio Grande do Norte. Nós somos muito aliados do PMDB, mas existem municípios que somos adversários, e que nos enfrentamos pesado nas últimas eleições. Em alguns ganhamos e outros perdemos. Nós, potiguares temos que ter a grandeza de saber o quanto é importante para o Estado a eleição de Henrique. Eu voto e faço campanha pra ele.

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