Uma matéria veiculada no portal G1 comprova o que as matérias do noticiasdorn.com vem publicando. A greve dos bancários é a maior dos últimos 20 anos.

Imagem: noticiasdorn.com
A greve nacional dos bancários, que teve início no dia 27 de setembro, chegou a 8.556 agências de bancos públicos e privados nesta quarta-feira (5), de acordo com balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O número corresponde a 42,62% do total de estabelecimentos existentes no país.

Segundo a confederação, esta é a greve mais forte dos últimos 20 anos, superando o pico da paralisação de 2010, quando os trabalhadores fecharam 8.278 unidades em todo país.

Em nota, o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, diz que “a força da greve é fruto da insatisfação cada vez maior dos bancários com o silêncio da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que se mantém intransigente e não retoma o processo de negociações”.

"Que os bancos não se enganem: a greve continuará crescendo ainda mais se eles teimarem em não dialogar e fazer uma proposta decente, que atenda às justas reivindicações dos bancários”, diz.


Segundo a Contraf-CUT, a entidade não recebeu até o momento resposta para carta enviada na terça-feira (4) à Fenaban. “Cobramos responsabilidade e coerência dos bancos, que prometem disposição para dar continuidade às negociações, mas não retomam o diálogo com as entidades sindicais. Enquanto eles não saírem da sua inércia, os bancários irão ampliar e fortalecer ainda mais a greve em todo país”, afirma Cordeiro.

Reivindicações
 
Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado, após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida no dia 23. A proposta patronal contemplava reajuste de 8% sobre os salários, o que representa aumento real de 0,56%, segundo a Contraf. A reivindicação da categoria é de 12,8% de reajuste, sendo 5% de aumento real.

Os bancários pedem, ainda, valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.